quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Um pequeno adeus para uma grande criação .

Bem, como o Sam já falou, nós decidimos aposentar o NossoCaffeLatte. Vou sentir falta de todos os dias olhar se havia novos comentários, de tentar postar algo interessante e que chamasse atenção de pelo menos uma pessoa nesse mundo, nem que fosse apenas uma. Mas isso foi o melhor porque o blog realmente estava perdendo a energia que tinha no começo e com a saída de um de seus criadores ficamos realmente sem muita energia...
Espero que das nossas 147 postagens, você tenha se identificado ou gostado ao menos de uma, seja qual for (:
Agradeço aos nossos leitores por suas visitas e enfim, adeus .
Aline Wanderley  .

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Enfim, o Fim

  Esse blog foi uma grande criação, meu primeiro blog, acredito que o primeiro da Aline e do Leonardo, também. Os poucos meses que ele passou vivendo, viveu bem. Satisfez nosso apetite de atenção e o excesso de criatividade. O NossoCaffeLatte viu dois ápices da minha vida e das minhas criações. Foi nos primeiros passos disso aqui que eu conheci a poesia, criei e recriei, conheci tanto, li e reli. Durante seu fôlego foi nosso canal de idéias, poemas, interesses, decepções. Foi com grande tristeza que admiti que o NCL estava enfraquecendo, que não dávamos a este local a atenção devida, estávamos deixando que afundasse, o abandonávamos, dando um passo a frente.
  Um dos criadores, autor do NossoCaffeLatte, se retirou e talvez tenha sido isso que deu o último golpe. Resistindo bravamente, o blog deu seus últimos frutos, mas por respeito ao que criamos, deixo claro que aqui jaz NossoCaffeLatte, uma grande criação de grandes amigos, ele deu seus bons frutos, cumpriu seu objetivo, mas agora chega a hora em que não é mais necessário.
  Eu estou passando agora a postar minhas idéias no meu blog pessoal: Não Apague a Luz
  Leonardo Esdras também tem um blog novo: http://emocoesatomicas.blogspot.com/
 E a Aline também criou um blog novo : De repente, noite

Enfim, o Fim,

Nos vemos por aí,

Sam Cromwell

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Coração de papel


Se você pensa
Que meu coração é de papel
Não vá pensando, pois não é
Ele é igualzinho ao seu
E sofre como eu
por que fazer chorar assim
A quem lhe ama

Se você pensa
Em fazer chorar a quem lhe quer
A quem só pensa em você
Um dia sentirá
Que amar é bom demais
Não jogue amor ao léu
Meu coração que não é de papel

Porque fazer chorar
Porque fazer sofrer
Um coração que só lhe quer
O amor é lindo eu sei
E todo eu lhe dei
Você não quis, jogou ao léu
Meu coração que não é de papel
                                                                                          ♪                                            

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Última Carta de Um Soldado Apaixonado

  Minha muito querida Stella,
                          Tudo indica que atacaremos novamente dentro de alguns dias -- talvez amanhã. Diante da possibilidade de nunca mais poder lhe escrever, sinto-me impelido a traçar linhas que podem chegar aos seus olhos quando eu já tiver partido.
                          Stella, meu amor por você é imortal, ele parece nos ligar por meio de amarras poderosas que somente Deus poderia romper. Se eu não retornar, minha querida Stella, jamais se esqueça do quanto eu te amo e, quando o último suspiro deixar meu corpo no campo de batalha, ele sussurrará seu nome.
                          Mas Stella! Se os mortos puderem voltar à esta terra e se moverem invisíveis por entre aqueles que amaram, eu estarei sempre ao seu lado; no dia mais brilhante e na noite mais escura -- entre seus momentos mais alegres e suas horas mais tristes --, sempre, sempre. E se uma brisa suave acariciar seu rosto, ela será meu hálito; se um vento gelado aliviar sua têmpora latejante, será meu espírito a passar.

Tirado do Livro "A Mão Esquerda de Deus" de Paul Hoffman

domingo, 23 de janeiro de 2011

Faça esse sacrifício.

  Talvez eu te ame amanhã de manhã, talvez não. Esqueça isso por hoje. Esta noite você é a única garota no mundo. Você é Eva até o amanhecer. Irei fazer você se sentir assim.
  Sob este céu, esta noite, você é a única que consegue me entender, a única que toca meu coração. Você está no comando menina. Faça este sacrifício. Esqueça o amanhã. Apenas pegue meu coração. Hoje ele é seu, segure firme, vou fazê-la se sentir como a única garota no mundo. Pegue a taça de vinho. Largue o travesseiro. Lençóis de seda e Malbec vermelho, talvez seja um sonho, mas vai durar uma eternidade. Comigo cada segundo é um ano, infinito até o sol acordar. Ele não será testemunha. O que vou fazer é segredo. Guarde bem e sonhe com esta noite pelo resto da vida.
  Nenhum sonho é melhor que a realidade, ela não espera.
  Faça esse sacrifício. Esta noite meu amor é só seu. A paixão flameja minha pele, vou fazer a sua flamejar também.  É uma febre, ela não passa, nem dispersa. Vou te fazer pegar fogo. Fazê-la sentir-se a única garota do mundo.
  Olhe para mim, veja seus sonhos mais quentes. Vou replicá-los menina, vou fazer melhor, pois esta noite eu sou o Doppelgänger.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Airplanes



Podemos fingir que os aviões na escuridão da noite
são como estrelas cadentes
Seria muito bom um pedido agora, um pedido
agora, um pedido agora
Podemos fingir que os aviões na escuridão da noite
são como estrelas cadentes
Seria muito bom um pedido agora, um pedido
agora, um pedido agora

Seria bom um sonho, ou um gênio, ou um pedido
Para voltar para um lugar muito mais simples que esse
Porque depois de tanta festa, muita zona e muita
bebedeira

Todo o brilho, glamour e moda
Todo o pandemônio e a loucura
Chega uma hora que tudo fica cinzento
E você fica olhando para o telefone no seu colo
Você espera, mas as pessoas nunca ligam de volta
É assim que a história se desenrola
Você consegue mais uma mão quando recua
E quando os seus planos fracassam na areia
Qual seria o seu pedido se pudesse fazer só um?
Então, avião, avião, sinto muito pelo atraso
Estou a caminho, não feche o portão
Se eu não conseguir, vou mudar meu vôo e
E estarei de volta no fim da noite

Alguém por favor me leve de volta aos dias
Antes de isso ser um emprego, antes de eu receber
Antes de importar o que tinha no meu banco
De volta à época em que eu tentava entrar no metrô
E quando eu fazia rap só por fazer
Mas hoje em dia fazemos rap pra ganhar atenção
Acho que se pudéssemos fazer alguns desejos ou usar
aviões



E aí talvez, talvez eu voltaria aos dias
Antes da política que chamamos de o jogo do rap
E na época em que ninguém ouvia as minhas músicas
E na época em que eu tentava esconder minhas gírias
Mas isso é para Decatur, e aí Bobby Ray
Então, posso fazer um pedido para dar fim à política?
E voltar à música que começou essa merda toda
Pois aqui estou e de novo eu digo
Espero que possamos fazer alguns pedidos do avião

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Eros

  Sei, com a minha ínfima experiência de poeta, que há basicamente três coisas para inspirar uma boa poesia. São elas, o amor, o ódio e a melancolia.
  Considerando que as flechas de Cupido instigam o amor e o ódio, e que a melancolia é aquilo que existe na ausência do amor e depois que o ódio se consome, então Eros é influente no existir e não existir da poesia.
 Eis aqui uma pequena, esperta e sábia lição: Se você agrada Cupido, terá muitos amigos, alguns inimigos e um amor. Desagrade-o e terá alguns amigos, muitos amores, e nenhum inimigo.
 Com um pouco de esperteza e o mesmo tanto de maquiavelismo, pode-se entender o porquê.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Para este novo ano


Na minha mente as pessoas buscarão sonhos novos.
Criarão novos sonhos para buscar.
Encontrarão buscas que perderam.
Perderão a si mesmos várias vezes.
Encontrarão outros rostos, enquanto tentam se achar.
Acharão a si mesmos num amor novo.
Tentarão o novo amor.
Acabarão por lembrar de antigos amores.
Mas o que não posso escrever é apenas:
E viveram felizes para sempre.
Pois ainda não viveram.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Pra começar o ano rindo

Faz um tempo que eu não posto no blog, e há pouco tempo eu tava procurando umas peças de comédia, daí eu decidi postar uns trechos de algumas delas aqui.

Hermanoteu na Terra de Godá

Minha mãe é uma peça 

Nós na Fita