Clóvis comprou o pão como fazia toda segunda-feira, e terça, e quarta, quinta não (comprava bolo), mas também às sextas.
Para ele, o dia só começava quando comprava o pão. A caminhada de uma quadra e meia, o cheiro do café da Don'Ana, o barulho dos primeiros carros. Tudo isso marcava o fim da sonolência e o preparava para o labor diário.
Clóvis comprou o pão mas não chegou em casa às seis e quinze. Não naquele dia.
Havia uma garota nova na padaria. Nunca a vira nas redondezas, devia ter se mudado há pouco.
"Bom dia", cumprimentou ela, com um sorriso meio torto (no bom sentido)
Ele piscou algumas vezes antes de retribuir um sorriso bobo e gaguejar:
"B-bom dia".
Ela riu do seu nervosismo e ele não conteve uma gargalhada autocrítica.
Quinta feira, Clóvis não comprou bolo. Foi à padaria, menos pelo pão e mais pelo "bom dia".
Clóvis comprou o pão mas não chegou em casa às seis e quinze. Não naquele dia.
Havia uma garota nova na padaria. Nunca a vira nas redondezas, devia ter se mudado há pouco.
"Bom dia", cumprimentou ela, com um sorriso meio torto (no bom sentido)
Ele piscou algumas vezes antes de retribuir um sorriso bobo e gaguejar:
"B-bom dia".
Ela riu do seu nervosismo e ele não conteve uma gargalhada autocrítica.
Quinta feira, Clóvis não comprou bolo. Foi à padaria, menos pelo pão e mais pelo "bom dia".

