terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Bons Sonhos

   E depois de cada adeus a alguém amado, pessoa amada de qualquer forma, precisarei dizer: 'Bons Sonhos.' Pois
O Sonho é um reino de infinitos. Não há início ou fim. As idéias fluem num vórtice atemporal de criação, evolução e destruição sem controle. Daí surgem as histórias.
   Minhas histórias surgem do Sonho. E esse reino onírico é mais extenso e mais poderoso do que se pode imaginar. Depois que as areias de Morfeu recobrirem seus olhos, quando a gravidade perder o sentido e os sentidos se misturarem, então creia que nada do que crês existirá. Estarás num lugar e tempo inexistentes, onde a tua mente sai do teu controle, onde a física e a química não são nada, onde as leis de Deus simplesmente não valem. Um sonho é o limiar do livre arbítrio, o extremo da liberdade... e do aprisionamento.
   Se pudéssemos controlar nossos sonhos então seríamos imortais e a cada noite viveríamos uma vida inteira para se continuar no próximo crepúsculo. Teríamos conhecimentos indescritíveis, sabedoria infinita e prazeres sem conta. Mas não temos, (in)felizmente. Talvez se assim fosse, deixaríamos de viver o mundo real. Estaríamos para sempre presos nos nossos mundos particulares de regras estranhas. Para sempre solitários, mergulhados em prazer e glória inexistentes. O sonho seria nosso ápice e nossa ruína. Para sempre, infinito.


Para sempre, restrito.
Sam
Cromwell

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