Estou de luto por amores que morreram.
Por petulantes e carinhosas confissões, morreram na garganta;
Por amizades afogadas em mentiras;
Por idéias que pereceram na omissão;
Por sonhos, que como plantas, cresceram e pereceram sem serem regados;
Pela inocência do mundo, asfixiada por ódio e desgraça;
Pelo harmonioso silêncio do romance, assassinado por palavras venenosas;
Pelo desejo natimorto, primorosa fênix em caixão branco
Revivendo todos os dias no seu olhar ao cruzar com o meu;
Por minha nova paixão assassinada, que levantou do túmulo, arrogante como um vampiro, planejando um maquiavélico roubo.
Se perguntares qual é a peça, respondo: é o teu coração ludibriado, querida.
Meu luto se estende àqueles que perderam as almas para uma droga qualquer
E às suas vítimas, mortas por tão pouco.
À paz, que há muito agoniza, falecendo; se esvaindo.
E mesmo que nenhuma lágrima caia dos meus olhos, choro silenciosamente esse pranto, lamentando pela última vez. Descansem em paz. Adeus.
Sam Cromwell


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