sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O que o silêncio não faz?

  Hoje cedo passei mais de uma hora e meia esperando o Leonardo sair da ultima aula do dia. Durante todo esse tempo de silêncio quase que completo, fiz mais coisa do que eu gostaria de fazer de uma vez, mas entre essas coisas, escrevi um poema.
  Acho que cada verso aumentava o meu sorriso, de tão irônico que se tornava. Então decidi postar.

O Bote

Não durmo,
Sonhar agora seria um suplício.
Também não há porque chorar,
Lágrimas agora seriam desperdício.

Sentado, silêncio, paciência,
Enquanto o sol se deita.
Eu finjo esperar um amigo, verdade, mentira é ciência,
Quando na verdade espero para dar um bote.

Sou a serpente matreira,
Ou a águia que desce do céu.
Tomo o coração das mãos de um irmão,
Irá me odiar, não ligo, pois pelo amor sou egoísta, tal abelha e seu mel.

Numa escura claridade eu paro e respiro,
Não pense o errado, não é maldade.
Pois não é, nunca foi ou seria,
Mas da paixão não dispenso nada, nem a crueldade.



  Pois é, pois é... Quando se tem tempo, qualquer situação vira fonte de inspiração... Até logo, muito logo...

Créditos: Cromwell

2 comentários:

Anônimo disse...

O poema tá muito lindo Sam, parabéns.
Aline Araújo*

Sam Cromwell disse...

Obrigado

Postar um comentário