Acho que cada verso aumentava o meu sorriso, de tão irônico que se tornava. Então decidi postar.
O Bote
Não durmo,
Sonhar agora seria um suplício.
Também não há porque chorar,
Lágrimas agora seriam desperdício.
Sentado, silêncio, paciência,
Enquanto o sol se deita.
Eu finjo esperar um amigo, verdade, mentira é ciência,
Quando na verdade espero para dar um bote.
Sou a serpente matreira,
Ou a águia que desce do céu.
Tomo o coração das mãos de um irmão,
Irá me odiar, não ligo, pois pelo amor sou egoísta, tal abelha e seu mel.
Numa escura claridade eu paro e respiro,
Não pense o errado, não é maldade.
Pois não é, nunca foi ou seria,
Mas da paixão não dispenso nada, nem a crueldade.
Pois é, pois é... Quando se tem tempo, qualquer situação vira fonte de inspiração... Até logo, muito logo...
Créditos: Cromwell


2 comentários:
O poema tá muito lindo Sam, parabéns.
Aline Araújo*
Obrigado
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