domingo, 31 de outubro de 2010

O segredo é não correr atrás das borboletas...

Aprenda a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você...
A idade vai chegando e, com o passar do tempo, nossas prioridades na vida vão mudando...
A vida profissional, a monografia de final de curso, as contas a pagar...
Mas uma coisa parece estar sempre presente... A busca pela felicidade, com o amor da sua vida. 
Desde pequenas ficamos nos perguntando "quando será que vai chegar?" E a cada nova paquera, vez ou outra nos pegamos na dúvida "será que é ele?".
Como diz meu pai: "nessa idade tudo é definitivo", pelo menos a gente sempre achava que era.
Cada namorado era o novo homem da sua vida.
Fazíamos planos, escolhíamos o nome dos filhos, o lugar da
lua-de-mel e, de repente...
PLAFT! Como num passe de mágica ele desaparecia, fazendo criar mais expectativas a respeito "do próximo".
Você percebe que cair na guerra quando se termina um namoro é muito natural, mas que já não dura mais de três meses.
Agora, você procura melhor e começa a ser mais seletiva.
Procura um cara formado, trabalhador, bem resolvido,
inteligente, com aquele papo que a deixa sentada no bar o resto da noite.
Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que jogue "imagem e ação" e se divirta como uma criança, que sorria de felicidade quando te olha, mesmo quando você está de short,camiseta e chinelo.
A liberdade, ficar sem compromisso, sair sem dar satisfação, já não tem o mesmo valor que tinha antes.
A gente inventa um monte de desculpas esfarrapadas, mas
continuamos com a procura incessante por uma pessoa legal,que nos complete, e vice-versa.
Enquanto tivermos maquiagem e perfume, vamos à luta... E
haja dinheiro para manter a presença em todos os eventos da
cidade: churrasco, festinhas, boates na quinta-feira.
Sem falar na diversidade, que vai do Forró ao Beatles.
Mas o melhor dessa parte é se divertir com as amigas, rir até doer barriga, fazer aqueles passinhos bregas de antigamente e curtir o som...
Olhar para o teto, cantar bem alto aquela música que você adora.
Com o tempo, voce vai percebendo que para ser feliz com
uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquele cara que você ama (ou acha que ama), e que não quer nada com você, definitivamente não é o homem da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você. 
No final das contas, você vai achar, não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!
( Mário Quintana - Aprenda a gostar de você... ) 

Essa poesia, na minha opinião, não é só pra ler e apreciar, além disso é algo que te faz sentar e refletir ...

é só...
aliinewanderley ;*

(Im)Pessoal

  Houvera de ser assim de qualquer modo, uma bomba relógio, marcada como marca-passo no coração alheio, tiquetaqueando cada vez mais rápido para explodi-lo para longe. Melhor assim, talvez, para que a aranha continue a tecer suas teias invisíveis e capturar suas presas indefesas, conseguir delas o bom e abandoná-las a própria sorte.
  Tinha que ser sem plural, num singular próprio e completo, infinito, encontrando a beleza na decadência. A magnificência de ser eu, sem necessitar da segunda e terceira pessoa. Tem de ser impessoal para ser apenas eu, pessoalmente.

Novo

Às vezes o melhor de nós encontra felicidade na decadência, é por isso que minha felicidade aumenta quando eu percebo que deveria estar infeliz.

  Adicionei mais um link lá nos blogs indicados, nada melhor agora do que fazer as apresentações. Rafaela, se me permite, estou postando agora um texto seu.

Atriz de mim. Sei que expressar-me assim pode não soar bem aos olhos de quem lê, mas pra quem negar? sempre representei mesmo o meu próprio personagem.E isso não significa viver com máscaras, e sim tira-las de forma madura o suficiente para viver verdadeiramente. Apenas gosto de enxergar assim: o meu eu-atriz dando vida a essência do meu eu-roteirista. O eu-atriz é aquele que está preparado para interpretar as cenas da vida. O roteiro é incerto ate mesmo para o meu próprio eu, e por isso mesmo que a atriz tem que está bem preparada para todos os tipos de cenas. E lá dentro ainda tem o eu-diretora, analisando todos os detalhes, os erros, dando força para a triz dizendo: "Vamos fazer de novo, eu sei que você ainda pode melhorar porque eu acredito em você". Afinal, é o palco da minha vida, me devorando, e nele eu também devo me fazer brilhar.]
Rafaela Leonel, do Mundo Paralelo
Sam Cromwell 

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

I Love The Way You Lie

  Andei meio viciado numa música, que deu o titulo à esta postagem. É uma música da parceria Eminem e Rihanna, disponível neste link aqui: Love The Way You Lie.
  A música e o clipe tratam de um casal violento e enquanto ouvia a música no meu quintal, tive uma idéia. Um conto se passou na minha cabeça, meio que imitando a história do vídeo. Acredito que não seja um plágio propriamente dito, então resolvi postar.

  "Não... Por que se vai novamente?". Ela voltava a chorar, sentada no sofá da sala. Repetia-se o ciclo. Ele chegava embriagado, os dois brigavam e ele batia a porta, dizendo adeus.
  
  - Você está fora de si... - Sussurrou ela.
  - O que quer dizer?! - Ele já se exaltava.
  Megan já tinha lágrimas descendo pela face. A linda criatura ruiva mantinha um sorriso imperial, retendo a tristeza. Estava tentando manter-se nos braços dele, mas Charlie, bêbado, recuava e a empurrava, enfurecido.

  - Eu sei que não quer falar comigo... - Falava ela para que a máquina gravasse seu desespero.
  - Mas volte. Charlie, volte. Por favor... Volte...

  - Você estava com outra. - Ela exclamou. Ele estendeu as palmas para acalmá-la, mas foi insuficiente. O tapa deixou o rosto dele marcado e ardendo.

  Megan caiu sobre o sofá, sem ar nos pulmões. O Empurrão fora muito forte.
  - Vadia! Como ousa me bater?

  - Megan... me perdoe. Eu te amo...
  - Não, não ama. - Ela desligou o telefone.

  Todas as ligações rechaçadas. Recados e mensagens excluídas sem nem ao menos serem lidos.

  Ele avançou e levou outro tapa. Charlie era grande e muito forte, com um baixo cabelo loiro.

  - Não minta! - Ela gritou.
  - Cale-se! - Com a cabeça latejando, golpeou para frente e acertou-lhe a face.
  - Charlie! - Ela bateu contra a parede, o lábio partido. Ele já se fora.

  Seu olhar pegava fogo. Não. Não só o olhar. Todo ele. Essas chamas a  incendiavam também. As mãos de Charlie estavam no cabelo dela, retendo seus movimentos, prendendo-a num beijo ardente.

  Ele a mantinha suspensa, segurando suas coxas com as mãos e seu tronco com o peito. O quarto parecia em chamas.

  - Charlie...?
  - ...
  - Eu quero você.
  - ... Eu também ter quero.

  - Eu te amo demais garota!
  - Eu também.

  - Abra a porta! - Ele gritava, esmurrando a madeira que os separava.
  - Não. - Ela chorava, de costas, encarando as próprias mãos.

  Ele invadiu o quarto e a segurou pelos cabelos. Megan fechou os olhos, preparando-se para a dor. Foi surpreendida por um beijo.

  - Oh! - Ela ofegou ao ser arremessada na cama. O incêndio se aproximava novamente...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Máquina de profissões

Se você vai fazer vestibular agora, ou apenas estava pensando no que fazer no futuro e ainda está com aquela dúvida cruel, sem saber se faz isso ou aquilo , se vai ou não gostar do que escolheu, a Superinteressante lançou um teste de personalidade, que a partir das suas respostas dá um ramo que está mais a sua cara e possíveis profissões...
O teste pode ser salvo para continuar em outra hora, se você precisar parar e no final você pode pedir ajuda aos seus amigos pra que votem na profissão que acham que combina mais com você.




teste , inove e  transforme 
aliinewanderley ;*

Direto do meu fotolog

25/10/10
E o problema é esse nó que se forma na minha cabeça, essa interrogação que se retorce em volta da minha mente, que invade meus pensamentos, que me invade e me corrói. É quando perco, já que lá dentro está uma bagunça. Me perco em pensamentos, em memórias, em previsões e em escolhas, nas minhas escolhas, nos sim, nos não e no pior deles, o talvez. O enquanto e o por enquanto, no logo, no breve, no longo e duradouro. Na distância e no tempo. Fico perdido e confuso na iniciativa que falta, no esperar e não esperar, no esquecer e deixar, por ser fácil, que eu já fiz, várias e várias vezes. Mas como poderia se eu havia escolhido ficar. Seria fácil, rápido, fazer o que eu sempre fiz, o que o meu eu cruel sempre gostou de fazer.

"Não posso!" penso sempre que olho para a perfeição que eu admirei e admiro, mas basta sumir da minha vista sem um abraço, sem um beijo, sem uma despedida tristonha, que volto a duvidar, volto a ser tentado pelo diabinho que me vive a acompanhar. Secretamente. Provocante. Luxuriante. Não meu companheiro de viagem, claro. Do que me adianta esta sua provocação brilhante, se revolve e me confunde ao não falar comigo quando meu grande irmão mais novo se vai? É por isso que eu havia escolhido ser um caçador, era caçar, conseguir e me vangloriar ao deixar minha presa caída ali... Não havia escolha, não havia espera, nem confusão, era começo, meio, fim.

É nessas horas que percebo que realmente não sei de nada, não tenho a menor experiência dessa vida, mas só o que eu tenho a fazer é aprender, e aí? Quando começa a lição?

Addio,
Sam

Uma Carta Rasgada

 Sonhei um sonho estranho. Tinha decidido esquecê-lo, pois foi melancólico demais. Só que estava a ler, e escolhi escrevê-lo, não pra postar, mas para que pudesse ler e lembrar daqui a um mês, talvez um ano ou sabe se lá quanto tempo.
  Lembro vivamente que eu estava correndo desesperadamente a buscá-la, mas depois de virar aquela construção antiga de cabeça para baixo, encontro-a e lamento por tê-la encontrado. Estava de volta com quem abandonou. No meu mais puro desacerto. Sumo com a emoção da face, pergunto se as ditas palavras foram em vão, se era mentira. Ela me devolve um baralho, o coringa no topo sobre um Ás de copas rasgado, rasgado e partido no meio do coração, enquanto me fala frases que eu não consigo compreender... "Iludida... esquecido... só... sem superação, sem escolha, sem amor... sem agrado, sem afeto... fim...".
  Volto caminhando, paro num lugar vazio e olho pela janela. Meus amigos estão lá embaixo, sentados em volta de uma mesa de pedra redonda. Penso comigo se teria sido melhor nunca tê-la encontrado, mas infelizmente não consigo afirmar que sim. E enquanto tentava me livrar da dor. Me culpo por ter voltado a ser aquela criatura que pensava e pensava sem nunca agir, aquele vulto sem graça que eu havia assassinado dentro de mim. Daí eu acordo. Tento lembrar que na verdade está tudo bem, tudo encaminhado, tudo feito, só falta ser entregue. Que eu não perdi, nem vou perder. Mas no final eu não consegui uma afirmação, só uma interrogação.É nessa hora que eu percebo. Ainda sou indeciso, ainda me falta iniciativa, preciso de ajuda, mas ninguém pode ajudar, só ela.

Corajoso não é aquele que não sente medo, mas o que é capaz de agir apesar dele.
 O problema é que mesmo querendo eu não consigo agir. As palavras morrem na garganta, os braços pesam, o brilho no olhar apaga quando não é respondido. É como afundar em areia movediça, mas só posso sair se me der a mão.

Sem adeus, ___

Literatura de verdade

  Há muitos que acreditam que a literatura é composta só das obras de autores que já são famosos, que já morreram ou agora são velhos. Obras rebuscadas, talvez antigas, empoeiradas em estantes que ninguém toca, a menos que seja uma obrigação.
  Felizmente há quem pense diferente, quem veja que a arte independe da idade, independe de maturidade ou fama. Os grandes artistas têm ou tiveram seus tempos humildes, mas mesmo longe do holofote já maquinavam suas idéias, produziam suas relíquias longe da vista. Daí aparecem pros amigos, para amigos de amigos, colegas de trabalho e escola, vão recebendo mais e mais luz. E quem sabe um dia qualquer não estejam repentinamente sob a luz, no palco, para serem aplaudidos por uma multidão de pé...
  Pensei nisso lendo um texto que me fez lembrar de mim agora, texto esse que eu trouxe pro NossoCaffeLatte.

Lógica
Do mesmo jeito que temos ansiedade em encontrar alguém especial, quando a encontramos, temos medo de perdê-la.
Ciúmes. Domado por sentimentos inseguros e intransponíveis, deixamos que a flor murche aos poucos, sem desfrutar o quão perfumadas eram suas pétalas cor de paixão. E porque todo mundo faz, todo mundo é, todo mundo pensa, tornamos a nossa “pessoa especial” em todo mundo, esquecendo que, na verdade, ela é única e insubstituível. Não se encontram pessoas “desta espécie” nas ruas da cidade, nos catálogos, nos endereços mais conhecidos.
Elas são tão raras e difíceis de serem descobertas... Por que agimos assim?
Deveríamos apenas amá-las, para fazê-las sentir o quanto especial elas realmente são. E não o contrário.
Sara Albuquerque

Adio, Sam 

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Put4 falta de sacanagem

ALERTA: ESTE ARTIGO É SÓ DE COMÉDIA, TALVEZ UM POUCO BAIXA, CASO NÃO SE IDENTIFIQUE, PULE SEM LÊ-LO.


A Sociedade Feminina Brasileira se queixa do tratamento machista existente na gramática portuguesa, e com razão…
Vejam os exemplos:

Cão – Melhor amigo do homem.
Cadela – Puta.

Vagabundo – Homem que não faz nada.
Vagabunda – Puta.

Touro – Homem forte.
Vaca – Puta.

Pistoleiro – Homem que mata pessoas.
Pistoleira – Puta.

Aventureiro – Homem que se arrisca, viajante, desbravador.
Aventureira – Puta.

Garoto de rua – Menino pobre, que vive na rua, um coitado.
Garota de rua – Puta.

Homem da vida – Pessoa letrada pela sabedoria adquirida ao longo da vida.
Mulher da vida – Puta.

O Galinha – O ‘bonzão’, que traça todas.
A Galinha – Puta.

Tiozinho – Irmão mais novo do pai.
Tiazinha – Puta.

Feiticeiro – Conhecedor de alquimias.
Feiticeira – Puta.

Roberto Jefferson, Zé Dirceu, Maluf, ACM, Jader Barbalho, Eurico Miranda, Renan Calheiros, Lula, Delúbio – políticos.
A mãe deles – Putas.

E pra finalizar:
Puto – Nervoso, irritado, bravo.
Puta – Puta.

Depois de ler isso:
Homem vai sorrir.
Mulher vai ficar puta.


Vi isso no orkut, ri e como o primeiro objetivo do blog foi sempre trazer quaisquer coisas interessantes que nós víssemos, então eu trouxe.


Sam

Orgulho

  O orgulho é uma gaiola de outro. Mesmo assim parecendo um enfeite, é apenas um limite. Continua sendo apenas uma gaiola.
  O canto do pássaro preso não se compara ao daquele que está livre. Estas grades não são as únicas que limitam o ser. Há muitas outras. Todas elas são criadas e mantidas somente pela mente dos prisioneiro.
  São poucos aqueles que são realmente livres. Na maioria das vezes é apenas a impressão causada por estar num cativeiro um pouco maior.
"Eu quero ser livre." pensa um passarinho qualquer. Mas se ele consegue, ficará eternamente só, separado do resto por não uma, mas tantas grades quanto seus companheiros tiverem à sua volta.
  E então? Liberdade ou sociedade?


Addio, Sam Cromwell

domingo, 24 de outubro de 2010

22 tipos de professores

Tenho certeza que você tem pelo menos um desses tipos de professores , achei no orkut ... #euri ;s

1° Desleixado. É aquele professor (não professora) que parece que acabou de sair de uma pista de skate e veio direto dar aula. Não tá nem aí para a aparência;

2° Trovão. Com esse a escola toda aprende a matéria. Parece que está usando um megafone para dar aula;

3° É enrolão. Leva a aula na base do “embromômetro”. Se você não pesquisar por conta própria, vai se ferrar no futuro;

4° Chato. Todo curso tem que ter um professor chato. Ninguém gosta dele. Normalmente é o cara que no final todo curso todo mundo tem que admitir que aprendeu muito com ele. 

5° Legal. Esse tipo é melhor tomar cuidado! Ele é amigo de todo mundo, mas na hora de avaliar não dá moleza prá ninguém! É melhor estudar para a prova ou vai ser reprovado; 

6° Show. Esse é muito parecido com o especialista em didática. A diferença é que o cara é simplesmente um artista. Dá aula como se estivesse representando uma peça de Shakespeare; 

7° Bonzinho. Não confunda com o legal. Esse todo mundo adora! Você nunca vai ser reprovado com ele. Mas cuidado! Se você provocá-lo ele vira uma fera e aí seu ano já era; 

8° Mau. É diferente do chato. É arrogante e acredita que sabe mais que todo mundo. Com esse você pode se matar de estudar que nunca vai tirar dez; 

9° Modelo. Esse a mulherada adora. O cara é boa pinta (e sabe disso). Então fica fazendo charminho para as gatas. Os homens que danem. Aqui vale uma observação: É difícil encontrar professora desse tipo, mas têm algumas por aí;

10° Sério. Esse é diferente do mau e do chato. Na aula dele o silêncio reina. E se alguém começa a conversar ele já quer saber se o assunto tem a ver com a matéria; 

11° Nerd. Sabe muito, mas é péssimo em comunicação; 

12° Atualizado. Esse está por dentro de tudo que acontece e muitas vezes passa a aula toda falando de assuntos atuais que não tem nada a ver com a matéria. Você aprende de tudo, menos o que deveria; 

13° Antigo. O famoso dinossauro(a). Saudosista, fica toda hora citando casos da época que você nem havia nascido e achando que você está interessado; 

14° Inteligente. Essa espécie tem bastante. Ai de você se for meio burrinho. Esse fala meia palavra e você tem que saber o resto se não fica boiando na matéria; 

15° Maluco. Toda escola tem pelo menos um. O cara é doidão, mas é muito inteligente. Quase sempre é o professor mais popular entre os alunos; 

16° Fala mansa. Esse(a) fala baixinho. Não está nem aí com a bagunça. Se você quer aprender terá que sentar bem próximo para ouvir o que ele(a) fala;

17°Comunicativo de mais. Não sabe quase nada, mas é especialista em comunicação; 

18° Humorista. Vive fazendo piadinha sem graça durante a aula. Até para te reprovar ele tem uma piadinha na manga: ” Eu falei para estudar e não estudou…se ferrou!kkkkk.”; 

19° Empático. Esse vive falando que já foi aluno, já passou por isso, mas que infelizmente ele precisa dar nota, ou seja, ele te reprova e você ainda agradece; 

20° Professor aluno: __Olha pessoal, eu não estou aqui para ensinar. Estou aqui para aprender com vocês!? Aí você pensa: Então vou querer uma parte do seu salário!. 

21° Político; interesseiro. Este é bonzinho quase o ano inteiro, nunca dá prova, a gente nunca participa das aulas e mesmo assim nossa nota varia de 8 a 10, nunca menos, mas quando chega lá pra agosto, setembro o santinho e a propaganda eleitoral corre solta na sala de aula, depois da eleição a nossa decepção, o professor perdeu, bomba! Prova surpresa!!! 

22° Professor DJ (Pilantrão), especialista em ‘remixar’ o pouco conhecimento que tem pra ficar com cara de novidade.

Sorria, brinque e viva intensamente...
@aliinewanderley 

sábado, 23 de outubro de 2010

6 dicas para quando você for visitar Pandora

James Cameron e a Fox Film não são bobos. Depois de “Avatar” arrecadar mais de 1,2 bilhão de dólares quando estreou, em dezembro de 2009, uma versão com 8 minutos extras está de volta ao cinema. No Brasil, 79 salas exibem o filme.
Para já se esqueceu da obra, sucesso pelas imagens em 3D (bem mais que pelo roteiro!), vale lembrar: é o ano de 2154. Depois de acabar com os recursos naturais da Terra, os humanos decidem explorar Pandora, uma lua que orbita o planeta Polifemo do sistema Alfa Centauri, habitada pelos Na’vi. O interesse é devido ao fato de que essa lua é rica em unobtanium, um mineral supercondutor com potencial para solucionar a crise energética da Terra. Mas os heróis Na’vi mantêm uma conexão profunda com a natureza e vão zelar pelo seu equilíbrio.
Para comemorar essa reestréia, separamos uma lista de 6 dicas para o viajante humano que decidir visitar Pandora*. Prepare suas malas, pegue sua câmera (turista, né? Item básico) e bote o motor da sua nave pra funcionar. Vamos pra Pandora, baby.
1- Cuidado com os funis magnéticos – seu cérebro pode parar na hora
A presença do unobtanium no subsolo de Pandora é responsável pelo seu intenso magnetismo, que, ao contrário da Terra, não é uniforme. Depósitos concentrados dessa substância acabam produzindo distorções no campo magnético nas regiões, que agem como um funil capaz de atrair as partículas liberadas pelo sol. O azarado que passar por uma dessas áreas durante uma explosão solar receberá uma descarga de radiação tão forte que pode desligar seu cérebro e matá-lo na hora. Fique atento!
2- Leve uma máscara exopack para poder respirar o ar denso do lugar
Pandora pode parecer um paraíso, mas não se engane: sua atmosfera de nitrogênio-oxigênio é 20% mais densa do que a nossa e a concentração de gás carbônico é enorme: 18%, contra meros 0,03% na Terra. A intensa atividade vulcânica é responsável pela emissão de outro gás extremamente tóxico, o sulfeto de hidrogênio. Resultado: você morreria asfixiado se tentasse respirar aquele ar sem uma máscara adequada. A melhor opção é o exopack, um sistema de filtragem do ar bem pequeno e leve que não vai ficar incomodando e impedir que você se divirta por lá.
3- Não deixe de apreciar os belos arcos de pedra do lugar – mas evite voar perto deles
Um dos aspectos mais impressionantes de Pandora são os imensos arcos de pedra que formam o ambiente. De tamanhos variados (o maior tem 300 metros de altura por 500 de largura), eles são compostos por rochas com alta concentração de ferro e foram formados quando o planeta se resfriou. Campos magnéticos intensos criados pelo unobtanium deram forma à rocha derretida que, depois, endureceu nesse formato. Esses arcos são úteis, portanto, para indicar a presença de intensos campos magnéticos que podem confundir os sistemas de navegação e alterar os instrumentos das aeronaves. Nunca voe perto deles, senão sua viagem pode acabar antes que o esperado.
4- Visite as Montanhas Aleluia (mas procure ficar longe das que estão acima de zonas de exploração do unobtanium)
Prepare-se para ficar abismado quando se deparar com a visão de bilhões de toneladas flutuando como se fossem nuvens. São as Montanhas Aleluia (ou “Rochas Trovão”, para os Na’vi), um grupo de monólitos de pedra que flutua milhares de metros acima da superfície de Pandora. O motivo de flutuarem está no campo magnético relacionado à presença de unobtanium na região. E aí é que está o problema: é informação pouco conhecida, mas parece que a exploração dessa substância pelos humanos está modificando aqueles campos magnéticos e deixando as Montanhas instáveis. Então, é bom evitar as regiões próximas a zonas de exploração desse mineral. Nunca se sabe quando uma rocha do tamanho de um navio poderá cair e não será legal se você estiver em cima (ou, pior, embaixo) dele.
5- Para se hospedar, procure uma Árvore-Lar
Um bom lugar para passar suas férias em Pandora são as enormes Árvores-Lar (“kelutral”, para os Na’vi). Com mais de 325 metros de altura e uma base de 122 metros, essas árvores antigas abrigam dúzias de casas dos membros de alguns clãs. Ali, eles dormem, comem, trabalham e realizam festividades e rituais. Para não ficar na escuridão, já que você não tem a visão noturna dos habitantes locais, arrume uma lanterna Bladder. Elas são feitas do estômago ou órgãos internos de vários animais, costurados com corda e couro. O brilho vem de insetos parecidos com vaga-lumes atraídos para lá pelo néctar de flores.
6- Ative seu GoogleMaps e rumo à Pandora
Essa é a dica mais importante: pesquise bem no mapa as informações para chegar a Pandora. Até onde a gente sabe, o mundo não existe. Mas vai que você acha. Busque conhecimento, já dizia o grande Bilu.

Achei na Superinteressante...
leia e aprenda ,
aliinewanderley ;*

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Do Casal Siamês, Seleção MPB

Homenagem aos meus pais, que se fizeram um casal tão perfeito. Não poderia ser melhor nem mesmo nos meus mais tortos sonhos.

Pinxinguinha - Carinhoso

"Meu coração, não sei por quê
Bate feliz quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo,
Mas mesmo assim foges de mim.
[...]
Vem, vem, vem, vem,
Vem sentir o calor dos lábios meus
À procura dos teus.
Vem matar essa paixão
Que me devora o coração
E só assim então serei feliz,
Bem feliz."

Chico César - Isso

"Isso que não ouso dizer o nome

Isso que dói quando você some
Isso que brilha quando você chega
Isso que não sossega, que me desprega de mim
Uu......iê
Isso tem de ser assim...
Isso que carrego pelas ruas
Isso que me faz contar as luas
Isso que ofusca o sol
Isso que é você e sou sem fim
Uuu.....iê"

 Nando Reis - SIM

"SIM
Desde que eu te vi
Eu te quis
Eu quis te raptar
Eu fiz um altar
Pra te receber
Como um anjo
Que caiu
Lá do céu
Não estava voando
Andando
Distraiu-se"



Ana Carolina - Encostar na Tua

"Eu quero te roubar pra mim
Eu que não sei pedir nada
Meu caminho é meio perdido
Mas que perder seja o melhor destino
Agora não vou mais mudar
Minha procura por si só
Já era o que eu queria achar
Quando você chamar meu nome
Eu que também não sei aonde estou
Pra mim que tudo era saudade
Agora seja lá o que for

Eu só quero saber em qual rua
Minha vida vai encostar na tua"

Vinicius de Moraes - Minha Namorada

"Se você quer ser minha namorada
Ai que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ter
Você tem que me fazer
Um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber porque


Sam 

Lição pra vida toda

Bem, eu tava conversando com uma amiga minha e ela disse "Eu queria ter 18 anos" então eu lembrei quando eu li uma história do Livro das Virtudes , uma antologia de William J. Bennett que fala sobre esse desejo que agente tem algumas vezes de ter uma certa idade, ou de chegar logo em um certo momento...
                                             A Linha Mágica



" Era uma vez uma viúva que tinha um filho chamado Pedro. O menino era forte e são, mas não gostava de ir à escola e passava o tempo todo sonhando acordado.

- Pedro, com o que você está sonhando a uma hora destas? - perguntava-lhe a professora.


- Estava pensando no que serei quando crescer - respondia ele.

- Seja paciente. Há muito tempo para pensar nisso. Depois de crescido, nem tudo é divertimento, sabe? - dizia ela.

Mas Pedro tinha dificuldades para apreciar qualquer coisa que estivesse fazendo no momento, e ansiava sempre pela próxima. No inverno, ansiava pelo retorno do verão; e no verão, sonhava com passeios de esqui e trenó, e com as fogueiras acesas durante o inverno. Na escola, ansiava pelo fim do dia, quando poderia voltar para casa; e nas noites de domingo, suspirava dizendo: "Se as férias chegassem logo!" O que mais o entretinha era brincar com a amiga Lise. Era companheira tão boa quanto qualquer menino, e a ansiedade de Pedro não a afetava, ela não se ofendia. "Quando crescer, vou casar-me com ela", dizia Pedro consigo mesmo.

Costumava perder-se em caminhadas pela floresta, sonhando com o futuro. Ás vezes, deitava-se ao sol sobre o chão macio, com as mãos postas sob a cabeça, e ficava olhando o céu através das copas altas das árvores. Uma tarde quente, quando estava quase caindo no sono, ouviu alguém chamando por ele. Abriu os olhos e sentou-se. Viu uma mulher idosa em pé à sua frente. Ela trazia na mão uma bola prateada, da qual pendia uma linha de seda dourada.

- Olhe o que tenho aqui, Pedro - disse ela, oferecendo-lhe o objeto.

- O que é isso? - perguntou, curioso, tocando a fina linha dourada.

- É a linha da sua vida - retrucou a mulher. - Não toque nela e o tempo passará normalmente. Mas se desejar que o tempo ande mais rápido, basta dar um leve puxão na linha e uma hora passará como se fosse um segundo. Mas devo avisá-lo: uma vez que a linha tenha sido puxada, não poderá ser colocada de volta dentro da bola. Ela desaparecerá como uma nuvem de fumaça. A bola é sua. Mas se aceitar meu presente, não conte para ninguém; senão, morrerá no mesmo dia. Agora diga, quer ficar com ela?

Pedro tomou-lhe das mãos o presente, satisfeito. Era exatamente o que queria. Examinou-a. Era leve e sólida, feita de uma peça só. Havia apenas um furo de onde saía a linha brilhante. O menino colocou-a no bolso e foi correndo para casa. Lá chegando, depois de certificar-se da ausência da mãe, examinou-a outra vez. A linha parecia sair lentamente de dentro da bola, tão devagar que era difícil perceber o movimento a olho nu. Sentiu vontade de dar-lhe um rápido puxão, mas não teve coragem. Ainda não.

No dia seguinte na escola, Pedro imaginava o que fazer com sua linha mágica. A professora o repreendeu por não se concentrar nos deveres. "Se ao menos", pensou ele, "fosse a hora de ir para casa!" Tateou a bola prateada no bolso. Se desse apenas um pequeno puxão, logo o dia chegaria ao fim. Cuidadosamente, pegou a linha e puxou. De repente, a professora mandou que todos arrumassem suas coisas e fossem embora, organizadamente. Pedro ficou maravilhado. Correu sem parar até chegar em casa. Como a vida seria fácil agora! Todos seus problemas haviam terminado. Dali em diante, passou a puxar a linha, só um pouco, todos os dias.

Entretanto, logo apercebeu-se que era tolice puxar a linha apenas um pouco todos os dias. Se desse um puxão mais forte, o período escolar estaria concluído de uma vez. Ora, poderia aprender uma profissão e casar-se com Lise. Naquela noite, então, deu um forte puxão na linha, e acordou na manhã seguinte como aprendiz de um carpinteiro da cidade. Pedro adorou sua nova vida, subindo em telhados e andaimes, erguendo e colocando a marteladas enormes vigas que ainda exalavam o perfume da floresta. Mas às vezes, quando o dia do pagamento demorava a chegar, dava um pequeno puxão na linha e logo a semana terminava, já era a noite de sexta-feira e ele tinha dinheiro no bolso.

Lise também mudara-se para a cidade e morava com a tia, que lhe ensinava os afazeres do lar. Pedro começou a ficar impaciente acerca do dia em que se casariam. Era difícil viver tão perto e tão longe dela, ao mesmo tempo. Perguntou-lhe, então, quando poderiam se casar.

- No próximo ano - disse ela. - Eu já terei aprendido a ser uma boa esposa.

Pedro tocou com os dedos a bola prateada no bolso.

- Ora, o tempo vai passar bem rápido - disse, com muita certeza.

Naquela noite, não conseguiu dormir. Passou o tempo todo agitado, virando de um lado para outro na cama. Tirou a bola mágica que estava debaixo do travesseiro. Hesitou um instante; logo a impaciência o dominou, e ele puxou a linha dourada. Pela manhã, descobriu que o ano já havia passado e que Lise concordara afinal com o casamento. Pedro sentiu-se realmente feliz.

Mas antes que o casamento pudesse realizar-se, recebeu uma carta com aspecto de documento oficial. Abriu-a, trêmulo, e leu a noticia de que deveria apresentar-se ao quartel do exército na semana seguinte para servir por dois anos. Mostrou-a, desesperado, para Lise.

- Ora - disse ela -, não há o que temer, basta-nos esperar. Mas o tempo passará rápido, você vai ver. Há tanto o que preparar para nossa vida a dois!

Pedro sorriu com galhardia, mas sabia que dois anos durariam uma eternidade para passar.

Quando já se acostumara à vida no quartel, entretanto, começou a achar que não era tão ruim assim. Gostava de estar com os outros rapazes, e as tarefas não eram tão árduas a princípio. Lembrou-se da mulher aconselhando-o a usar a linha mágica com sabedoria e evitou usá-la por algum tempo. Mas logo tornou a sentir-se irrequieto. A vida no exército o entediava com tarefas de rotina e rígida disciplina. Começou a puxar a linha para acelerar o andamento da semana a fim de que chegasse logo o domingo, ou o dia da sua folga. E assim se passaram os dois anos, como se fosse um sonho.

Terminado o serviço militar, Pedro decidiu não mais puxar a linha, exceto por uma necessidade absoluta. Afinal, era a melhor época da sua vida, conforme todos lhe diziam. Não queria que acabasse tão rápido assim. Mas ele deu um ou dois pequenos puxões na linha, só para antecipar um pouco o dia do casamento. Tinha muita vontade de contar para Lise seu segredo; mas sabia que se contasse, morreria.

No dia do casamento, todos estavam felizes, inclusive Pedro. Ele mal podia esperar para mostrar-lhe a casa que construíra para ela. Durante a festa, lançou um rápido olhar para a mãe. Percebeu, pela primeira vez, que o cabelo dela estava ficando grisalho. Envelhecera rapidamente. Pedro sentiu uma pontada de culpa por ter puxado a linha com tanta freqüência. Dali em diante, seria muito mais parcimonioso com seu uso, e sé a puxaria se fosse estritamente necessário.

Alguns meses mais tarde, Lise anunciou que estava esperando um filho. Pedro ficou entusiasmadíssimo, e mal podia esperar. Quando o bebê nasceu, ele achou que não iria querer mais nada na vida. Mas sempre que o bebê adoecia ou passava uma noite em claro chorando, ele puxava a linha um pouquinho para que o bebê tornasse a ficar saudável e alegre.

Os tempos andavam difíceis. Os negócios iam mal e chegara ao poder um governo que mantinha o povo sob forte arrocho e pesados impostos, e não tolerava oposição. Quem quer que fosse tido como agitador era preso sem julgamento, e um simples boato bastava para se condenar um homem. Pedro sempre fora conhecido por dizer o que pensava, e logo foi preso e jogado numa cadeia. Por sorte, trazia a bola mágica consigo e deu um forte puxão na linha. As paredes da prisão se dissolveram diante dos seus olhos e os inimigos foram arremessados à distância numa enorme explosão. Era a guerra que se insinuava, mas que logo acabou, como uma tempestade de verão, deixando o rastro de uma paz exaurida. Pedro viu-se de volta ao lar com a família. Mas era agora um homem de meia-idade.

Durante algum tempo, a vida correu sem percalços, e Pedro sentia-se relativamente satisfeito. Um dia, olhou para a bola mágica e surpreendeu-se ao ver que a linha passara da cor dourada para a prateada. Foi olhar-se no espelho. Seu cabelo começava a ficar grisalho e seu rosto apresentava rugas onde nem se podia imaginá-las. Sentiu um medo súbito e decidiu usar a linha com mais cuidado ainda do que antes. Lise dera-lhe outros filhos e ele parecia feliz como chefe da família que crescia. Seu modo imponente de ser fazia as pessoas pensarem que ele era algum tipo de déspota benevolente. Possuía um ar de autoridade como se tivesse nas mãos o destino de todos. Mantinha a bola mágica bem escondida, resguardada dos olhos curiosos dos filhos, sabendo que se alguém a descobrisse, seria fatal.

Cada vez tinha mais filhos, de modo que a casa foi ficando muito cheia de gente. Precisava ampliá-la, mas não contava com o dinheiro necessário para a obra. Tinha outras preocupações, também. A mãe estava ficando idosa e parecia mais cansada com o passar dos dias. Não adiantava puxar a linha da bola mágica, pois isto sé aceleraria a chegada da morte para ela. De repente, ela faleceu, e Pedro, parado diante do túmulo, pensou como a vida passara tão rápido, mesmo sem fazer uso da linha mágica.

Uma noite, deitado na cama, sem conseguir dormir, pensando nas suas preocupações, achou que a vida seria bem melhor se todos os filhos já estivessem crescidos e com carreiras encaminhadas. Deu um fortíssimo puxão na linha, e acordou no dia seguinte vendo que os filhos já não estavam mais em casa, pois tinham arranjado empregos em diferentes cantos do país, e que ele e a mulher estavam sós. Seu cabelo estava quase todo branco e doíam-lhe as costas e as pernas quando subia uma escada ou os braços quando levantava uma viga mais pesada. Lise também envelhecera, e estava quase sempre doente. Ele não agüentava vê-la sofrer, de tal forma que lançava mão da linha mágica cada vez mais freqüentemente. Mas bastava ser resolvido um problema, e já outro surgia em seu lugar. Pensou que talvez a vida melhorasse se ele se aposentasse. Assim, não teria que continuar subindo nos edifícios em obras, sujeito a lufadas de vento, e poderia cuidar de Lise sempre que ela adoecesse. O problema era a falta de dinheiro suficiente para sobreviver. Pegou a bola mágica, então, e ficou olhando. Para seu espanto viu que a linha não era mais prateada, mas cinza, e perdera o brilho. Decidiu ir para a floresta dar um passeio e pensar melhor em tudo aquilo.

Já fazia muito tempo que não ia àquela parte da floresta. Os pequenos arbustos haviam crescido, transformando-se em árvores frondosas, e foi difícil encontrar o caminho que costumava percorrer. Acabou chegando a um banco no meio de uma clareira. Sentou-se para descansar e caiu em sono leve. Foi despertado por uma voz que chamava-o pelo nome: "Pedro! Pedro!"

Abriu os olhos e viu a mulher que encontrara havia tantos anos e que lhe dera a bola prateada com a linha dourada mágica. Aparentava a mesma idade que tinha no dia em questão, exatamente igual. Ela sorriu para ele.

- E então, Pedro, sua vida foi boa? - perguntou.

- Não estou bem certo - disse ele. - Sua bola mágica é maravilhosa. Jamais tive que suportar qualquer sofrimento ou esperar por qualquer coisa em minha vida. Mas tudo foi tão rápido. Sinto como se não tivesse tido tempo de apreender tudo que se passou comigo; nem as coisas boas, nem as ruins. E agora falta tão pouco tempo! Não ouso mais puxar a linha, pois isto só anteciparia minha morte. Acho que seu presente não me trouxe sorte.

- Mas que falta de gratidão! - disse a mulher. - Como você gostaria que as coisas fossem diferentes?

- Talvez se você tivesse me dado uma outra bola, que eu pudesse puxar a linha para fora e para dentro também. Talvez, então, eu pudesse reviver as coisas ruins.

A mulher riu-se. - Está pedindo muito! Você acha que Deus nos permite viver nossas vidas mais de uma vez? Mas posso conceder-lhe um último desejo, seu tolo exigente.

- Qual? - perguntou ele.

- Escolha - disse ela. Pedro pensou bastante. Depois de um bom tempo, disse: - Eu gostaria de tornar a viver minha vida, como se fosse a primeira vez, mas sem sua bola mágica. Assim poderei experimentar as coisas ruins da mesma forma que as boas sem encurtar sua duração, e pelo menos minha vida não passará tão rápido e não perderá o sentido como um devaneio.

- Assim seja - disse a mulher. - Devolva-me a bola. Ela esticou a mão e Pedro entregou-lhe a bola prateada. Em seguida, ele se recostou e fechou os olhos, exausto.

Quando acordou, estava na cama. Sua jovem mãe se debruçava sobre ele, tentando acordá-lo carinhosamente.

- Acorde, Pedro. Não vá chegar atrasado na escola. Você estava dormindo como uma pedra!

Ele olhou para ela, surpreso e aliviado.

Tive um sonho horrível, mãe. Sonhei que estava velho e doente e que minha vida passara como num piscar de olhos sem que eu sequer tivesse algo para contar. Nem ao menos algumas lembranças.

A mãe riu-se e fez que não com a cabeça.

Isso nunca vai acontecer disse ela. As lembranças são algo que todos temos, mesmo quando velhos. Agora, ande logo, vá se vestir. A Lise está esperando por você, não deixe que se atrase por sua causa.

A caminho da escola em companhia da amiga, ele observou que estavam em pleno verão e que fazia uma linda manhã, uma daquelas em que era ótimo estar vivendo. Em poucos minutos, estariam encontrando os amigos e colegas, e mesmo a perspectiva de enfrentar algumas aulas não parecia tão ruim assim. Na verdade, ele mal podia esperar. " 


reflitaevolua e aproveite o momento!
aliinewanderley ;*