sábado, 2 de outubro de 2010

Vírgulas e pontos


"Espero que o tempo passe
 E o fim de semana acabe
 Para que eu possa te ter de novo

 Espero que o tempo voe
 Para que você retorne
 E eu possa te abraçar...
 E te beijar...
 De novo[...]" Nando Reis, N (Editada por mim)






"O que é mais importante, a opinião dos outros ou a própria felicidade? Quem decide é você."  Desconheço o Autor

Ponto. Fim da história. Ou não... O ponto se torna reticências. Uma vírgula, ou sem nada. Na independência da pontuação, o trecho se alonga numa indiscreta disaparada de palavras e interjeições. Seria assim a nossa vida? Um texto do qual esquecemos de pôr os corretos pontos e vírgulas. Terminamos coisas que deveríamos continuar, não pomos o ponto final onde deveria. No extase da situação, caímos no desespero e esquecemos de pôr as vírgulas necessárias... Mas às vezes alongamos uma dor, pelo simples fato de transformar o fim em reticências. Ficamos na dúvida, quando devemos iniciar o novo parágrafo. Perdemos tempo esperando. E o pior é que aqueles que ainda acreditam haver chance de nos reatar à própria história se utilizam desta dúvida, incitam a culpa... Fazem com que nós esqueçamos da nossa própria felicidade para não feri-los, de modo que possam tentar outra e outra vez. 
Clique. Novo parágrafo. À moda antiga, vira-se a página. Aceitamos as novas dores e os novos amores, aceitamos quaisquer culpas, mas seguimos em frente. Um resquício de culpa por alguém que não seguiu em frente não estraga a felicidade do novo capítulo da sua história. 
O leitor não pára para fazer o capítulo anterior render sofrimento ao personagem. Mas os novos personagens ficam esperando, pois não podem seguir numa história conjunta sozinhos. Eles ficam preocupados, angustiados, infelizes.
 Revise. Dois tempos. Continue. Esqueça a capacidade do ser humano da despontuação da própria vida. Os novos anos que virão, se acompanhados dos "alguéns" corretos, ensinarão o melhor modo de fazer as escolhas. Mas escolha rápido. Sua vida só será vivida uma vez, então aproveite, tudo isso pode acabar amanhã.
Carpe Diem 




Adio, Sam Cromwell

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