terça-feira, 5 de outubro de 2010

O Fio da Marionete

How can you see into my eyes like open doors [Como você pode ver dentro dos meus olhos como portas abertas]
Leading you down into my core [Direcionando você até meu interior]
Where I've become so numb [Onde me tornei tão entorpecida]
Without a soul [sem uma alma]
My spirit's sleeping somewhere cold  [Meu espirito dorme em algum lugar frio]
Until you find it there and lead it back home [Até que você o encontre e o leve de volta pra casa






(Wake me up) Wake me up inside [Acorde-me) Acorde-me por dentro]
(I can't wake up) Wake me up inside [(Eu não consigo acordar) Acorde-me por dentro]
(Save me) Call my name and save me from the dark [(Salve-me) Chame meu nome e salve-me da escuridão]
(Wake me up) Bid my blood to run [(Acorde-me) Faça meu sangue correr]
(I can't wake up) Before I come undone [(Eu não consigo acordar) Antes que eu me desfaça]
(Save me) Save me from the nothing I've become [(Salve-me) Salve-me do nada que eu me tornei] (Bring me to Life - Evanescence)




Tac. Tac. Tac. O som dos passos da boneca de madeira no chão do palco negro. Sob a luz de um único holofote enfraquecido, sob o teto desbotado e em meio a poeira que dá voltas, descendo pelo ar, a boneca se move lentamente. Um, dois, três passos, numa valsa. Guiada pelos fios que brilham na luz. Seus olhos se voltam para o canto, num olhar de esguelha ela vê seu príncipe parado, esperando, mas os fios a impedem de se mover por conta própria. Ou seria sua própria vontade? Como saber? Cada qual com seus fios.
Ela luta, se rende, levanta e volta a ceder. Mesmo querendo não consegue desatar os nós que prendem os fios aos seus pulsos. Voltando a cabeça para o outro palco, ela vê a luz, vê a ordem, a beleza. O próximo espetáculo. E o príncipe esperando. Dentro do cabeçote de madeira talvez haja confusão. E o príncipe, que sempre ouviu e falou para si e o mundo que o show nunca deve esperar? Quanto tempo irá demorar para a orquestra começar a sinfonia e o príncipe ser obrigado a continuar o espetáculo sem a bailarina, que ainda está atada ao fim da peça anterior?

Adio, Sam 

1 comentários:

Anônimo disse...

Gostei da história lembrei do soldadinho de chumbo

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