terça-feira, 26 de outubro de 2010

Literatura de verdade

  Há muitos que acreditam que a literatura é composta só das obras de autores que já são famosos, que já morreram ou agora são velhos. Obras rebuscadas, talvez antigas, empoeiradas em estantes que ninguém toca, a menos que seja uma obrigação.
  Felizmente há quem pense diferente, quem veja que a arte independe da idade, independe de maturidade ou fama. Os grandes artistas têm ou tiveram seus tempos humildes, mas mesmo longe do holofote já maquinavam suas idéias, produziam suas relíquias longe da vista. Daí aparecem pros amigos, para amigos de amigos, colegas de trabalho e escola, vão recebendo mais e mais luz. E quem sabe um dia qualquer não estejam repentinamente sob a luz, no palco, para serem aplaudidos por uma multidão de pé...
  Pensei nisso lendo um texto que me fez lembrar de mim agora, texto esse que eu trouxe pro NossoCaffeLatte.

Lógica
Do mesmo jeito que temos ansiedade em encontrar alguém especial, quando a encontramos, temos medo de perdê-la.
Ciúmes. Domado por sentimentos inseguros e intransponíveis, deixamos que a flor murche aos poucos, sem desfrutar o quão perfumadas eram suas pétalas cor de paixão. E porque todo mundo faz, todo mundo é, todo mundo pensa, tornamos a nossa “pessoa especial” em todo mundo, esquecendo que, na verdade, ela é única e insubstituível. Não se encontram pessoas “desta espécie” nas ruas da cidade, nos catálogos, nos endereços mais conhecidos.
Elas são tão raras e difíceis de serem descobertas... Por que agimos assim?
Deveríamos apenas amá-las, para fazê-las sentir o quanto especial elas realmente são. E não o contrário.
Sara Albuquerque

Adio, Sam 

0 comentários:

Postar um comentário