segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Duas poesias de um dueto poético

Em um dueto poético eu ofereci um poema e recebi outro...
Tenho que estudar pra prova, então só vou deixar os dois poemas aqui.

Eco

Alta noite, o pobre animal aparece no morro, em silêncio.
O capim se inclina entre os errantes vaga-lumes;
pequenas asas de perfume saem de coisas invisíveis:
no chão, branco de lua, ele prega e desprega as patas, com sombra.

Prega, desprega, pára.
Deve ser água, o que brilha como estrela, na terra plácida.
Serão jóia perdidas, que a lua apanha em sua mão?
Ah!... não é isso...

E alta noite, pelo morro em silêncio, desce o pobre animal
                                                                                                              [sozinho.
Em cima, vai ficando o céu. Tão grande. Claro. Liso.
Ao longe, desponta o mar, depois das areias espessas.
As casas fechadas esfriam, esfriam as folhas das árvores.
As pedras estão como muitos mortos: ao lado um do outro, mas
                             [estranhos.                                                
E ele pára, e vira a cabeça. E mira com seus olhos de homem.
Não é nada disso, porém...

Alta noite, diante do oceano, senta-se o animal, em silêncio.
Balançam-se as ondas negras. As cores do farol se alternam.
Não existe horizonte. A água se acaba em tênue espuma.
Não é isso! Não é isso"
Não é a água perdida, a lua andante, a areia exposta...
E o animal se levanta e ergue a cabeça, e late... late...

E o eco responde.

Sua orelha estremece. Seu coração se derrama na noite.
Ah! para aquele lado apressa o passo, em busca do eco.

Ar livre

A menina translúcida passa.
Vê-se a luz do sol dentro dos seus dedos.
Brilha em sua narina o coral do dia.

Leva o arco-íris em cada fio de cabelo.
Em sua pele, madrepérolas hesitantes
pintam-se leves alvoradas de neblina.

Evaporam-se-lhe os vestidos, na paisagem.
É apenas o vento que vai levando seu corpo pelas alamedas.
A cada passo, uma flor, a cada movimento, um pássaro.

E quando pára na ponte, as águas todas vão correndo,
em verdes lágrimas para dentro dos seus olhos.



Os dois poemas são de Cecília Meireles de seu livro Antologia Poética.
Espero que tenham gostado .
Beijos,
AliineWanderley ;*

sábado, 28 de agosto de 2010

Origami

  Olá finalmente... Já estou a algum tempo sem postar, mas estou voltando. Há o pequeno problema de que todos os colaboradores do NossoCaffeLatte estão em período de provas, sem exceção, mas ainda assim não deixaremos de postar, mesmo que em menor quantidade.
  Me interesso muito pela cultura oriental e, embora tenha parado, pelo origami, a arte da dobradura de papel. Aprendi a fazer algumas dobras bem legais e resolvi falar um pouco sobre origami, deixar uns vídeos e tal, para que os interessados possam começar a dobrar sem dificuldades.
   Pela wikipédia, poupando-me tempo, posso citar que o origami é "(do japonês: de oru, "dobrar", e kami, "papel") é a arte tradicional japonesa de dobrar o papel, criando representações de determinados seres ou objetos com as dobras geométricas de uma peça de papel, sem cortá-la ou colá-la.
O origami usa apenas um pequeno número de dobras diferentes, que no entanto podem ser combinadas de diversas maneiras, para formar desenhos complexos. Geralmente parte-se de um pedaço de papel quadrado, cujas faces podem ser de cores ou estampas diferentes, prosseguindo-se sem cortar o papel. Ao contrário da crença popular, o origami tradicional japonês, que é praticado desde o Período Edo (1603-1897), frequentemente foi menos rígido com essas convenções, permitindo até mesmo o corte do papel durante a criação do desenho, ou o uso de outras formas de papel que não a quadrada (retangular, circular, etc.).
Segundo a cultura japonesa, aquele que fizer mil origamis da garça de papel japonesa (Tsuru, "garça") teria um pedido realizado - crença esta popularizada pela história de Sadako Sasaki, vítima da bomba atômica.
"
  A garça, citada acima, ou Tsuru, é a dobradura que abre a postagem e, para finalizar esse mini post, deixo um video para que seja possível fazê-la.

Créditos: Cromwell

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Os pratos mais nojentos do mundo

 WARNING!

Se tiver estômago fraco nem veja. É só o que eu tenho pra dizer.

Feto de pato: É cozido exatamente no momento anterior ao que o feto quebre a casaca do ovo. Trata-se de uma esquisitice filipina que costuma ser degustado no café da manhã.

Café de cocô: O Kopi Luwak é um tipo de café muito valorizado feito com grãos de café que foram digeridos e defecados por um bicho parente do nosso gambá.

Pinto de boi: "Do que se come, se cria" diz um ditado chinês. Na China você pode encontrar saborosos pintos de boi com os quais poderá comprovar (ou não) o ditado. Dado a fama dos amarelos, tudo leva a acreditar que este ditado é só mais uma falácia.

 Cães: em cidades como Beijing, restaurantes com pratos, cujo principal ingrediente é a carne de cão, são abundantes.


Ratos: apesar de que nos pareça muito nojento, a carne de ratazana é degustada em muitos países do mundo.


Aranhas gigantes grelhadas: no Camboja comem insetos grelhados de todo tipo. As aranhas gigantes como estas da foto são muito apreciadas e são degistadas como aperitivo a qualquer hora do dia.


 :s

Créditos: @leonardo_esdras

Pratos Caros

O preço de um prato não tem limite quando você combina os ingredientes comestíveis mais raros com uma cara-de-pau de imprimir cifras de 5 dígitos na coluna direita do cardápio. Até um hambúrguer pode custar 11 mil reais! Mas o que faz uma comida valer quantias absurdas?

A dificuldade para se obter um ingrediente da natureza, o custo e a duração do processo de fabricação são fatores determinantes. Também há relação entre oferta e procura – algo de custo relativamente pequeno pode encarecer quando é produzido em escala muito reduzida para a demanda


Ninguém come meio quilo de caviar de uma vez, mas não dá para dizer o mesmo do bife wagyu. O que custa uma fortuna no atacado pode não sair tão caro na conta final. O açafrão iraniano, por exemplo, custa 17 mil reais o quilo – porém seu aroma é tão forte que uma porção de 1,50 real basta para temperar um prato para dois.

Aqui vão alguns dos temperos, peixes,  pratos prontos, cogumelos, doces, carnes, [etc.] mais caros do mundo:

 
Envelhecido por 75 anos
Quanto custa: R$ 5 mil o litro.
Essa jóia vem da cidade de Módena, no norte da Itália, e é feita com suco de uva envelhecido em barris de madeira. Diferentemente do balsâmico encontrado no supermercado, não leva vinagre de vinho.



Quanto custa: R$ 375 o quilo.
Mais de 400 vezes mais caro que o sal de mesa comum, esse sal guarda o sabor dos minerais e das algas do mar da Normandia, França. Os cristais, sempre em pequenas quantidades, são defumados em barris de carvalho anteriormente usados no envelhecimento de vinhos.


 

Quanto custa: R$ 51 500 o quilo.
Esse caviar iraniano são as ovas retiradas de esturjões beluga de cerca de 100 anos de idade. A embalagem da iguaria é feita de ouro (só para constar: no dia do fechamento desta nota, o metal atingiu a cotação máxima de 45 mil reais o quilo).




Quanto custa: R$ 4 400 o quilo.
O hon-maguro, atum de mais de 150 quilos, é morto ainda no mar, a 50 metros de profundidade, para não ter tempo de se debater. O toro, corte mais nobre, é uma parte da barriga que lembra bacon. Um sashimi com 10 gramas é vendido por cerca de R$ 90 nos restaurantes de Tóquio.


Quanto custa: R$ 33 mil.
A torta, servida num hotel de Lancashire, Inglaterra, pesa 8 quilos e é recheada com carne de Kobe, trufas e cogumelos matsutake. O preço inclui um molho feito com vinho Château Mouton Rothschild 1982 e duas garrafas de champanhe.


 
Quanto custa: R$ 14 mil o quilo.
Encontrada nos bosques de Alba, Itália, ela é um cogumelo subterrâneo que cresce em simbiose com raízes de algumas árvores. Para encontrá-los, é necessária a ajuda de cães ou porcos farejadores.



Quanto custa: R$ 16 mil o quilo.
O chocolate da trufa da marca americana Knipschildt tem 70% de cacau gourmet francês Valrhona. O bombom é recheado com trufas negras (o cogumelo, não o chocolate). Madonna ganhou uma versão especial do docinho com sua inicial./fresca


Quanto custa: R$ 250 o quilo.
Alvo preferencial dos ativistas de direitos animais, o fígado gordo de pato ou ganso (o mais valorizado) é obtido pela alimentação forçada da aveO.O. A ração à base de amido é empurrada goela abaixo para inchar o fígado e aumentar em até 50% seu nível de gordura.


Quanto custa: R$ 2 200 o quilo.
Criado na região de Kobe, Japão, esse bife vem de um bovino que só come grãos e é mimado até a morte (literalmente). O ruminante japonês passa seus dias bebendo cerveja, recebendo massagem e ouvindo música. Tudo isso para garantir uma carne com maciez e sabor inigualáveis.




Créditos: @leonardo_esdras