Aqui (Maceió) está mais frio, nublado e chuvoso do que normalmente é. Andam reclamando muito, vários amigos e amigas minhas não gostam da temperatura baixa e da água que insiste em cair do céu, mas eu adoro, não sei o motivo, mas me sinto bem com isso... Deixando de lado a besteira, a chuva me trouxe um pouco de inspiração e eu escrevi, sentado no quintal, num dia nublado e extremamente claro, esse poema:
O Que Me Faz A Chuva
Pára o dia,
Numa nuvem escura.
Trás a chuva,
Para limpar os males.
Uma lágrima solitária
Vai de uma face triste
Ao chão,
Como um lindo diamante,
Por um único instante a luzir.
Sorriso,
Estrela num céu sombrio.
Beijo,
Calor num dia frio.
Amor esse,
Me foge dos braços,
Não me espera.
Corre de mim.
Machuca.
Fere, mas ninguém pode ver.
Mas não deixo de sorrir.
Melhor sentir e se magoar,
Do que não sentir nada.
Só espero que a chuva
Limpe isto também.
E com vocês, o que a chuva faz?
E as nuvens voltarão, para tornar tudo escuro, virá o frio, o vento e a chuva para gritar à todos que o sol não está presente, mas então acabará. Virá então o arco-íris e o orvalho, para mostrar que tudo fica mais bonito depois da tempestade.
Seria quase uma lição dada pela natureza, mas é necessário ter a mente aberta para receber a mensagem... Porque cada dia, escuro ou claro, pode ser aproveitado. Eu fico mais criativo em dias de chuva, talvez porque eu não posso sair de casa, daí resta apenas ler e escrever. (E, claro, assistir um filme com a família...)
Créditos: Cromwell


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