segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Como Vai o Mundo?

  Estive conversando com meu pai sobre a violência... Ele me deu alguns exemplos de acontecidos, onde um pouco de irritação se transformou em tragédia. Lembrei que estava escrevendo um poema sobre isso e como estou sem postar a algum tempo, decidir trazer pro NossoCaffeLatte.

Como Vai o Mundo

Nesse passo que nós vamos,
Estaremos à um passo,
De passar para um tempo,
Em que a paz é só passado.

Acaba mais um dia,
Acabando com um sorriso,
Que acabou-se com uma vida,
Com um pouco de irritação.

Apagam-se as luzes, as velas,
Apagam também os olhos,
Daqueles que tiveram a alegria apagada,
Por um acaso escuro de um tempo sem luz.

Olhando para cima, vendo o sol sumir,
A lua aparece e, em sua beleza pálida, olha para a terra,
Pois os vivos olham para a noite fria, esperando pessoas que não virão,
Os mortos não olham mais, seus olhos não têm mais luz, nem vida.

Vivos homens que perderam a paz e a paciência,
Perderam o valor da vida, numa arruela escura,
Perderam o sorriso e a inocência,
Esqueceram  que é ser vivo, perderam a vida, também.

  É isso aí, um poema melancólico, eu sei, mas fazer o que? É sobre algo infeliz também. Hoje nós ficamos tensos muito fácil, a irritação pode se tornar fúria e em dois tempos... É triste saber que andamos na rua com medo dos nossos semelhantes, até um colega ou um vizinho pode te deixar desconfortável, até com medo.
  Andar na rua sozinho pode ser um suplício, principalmente se está escurecendo e há pessoas na rua... Saudade dos tempos em que os pesadelos eram baseados em fantasmas e lobos-maus, quando as crianças tinham medo do bicho-papão e não do velhinho do final da rua.
  Basta de falar disso, já é o suficiente por um dia.

Créditos: Cromwell

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