terça-feira, 17 de agosto de 2010

E a morte perderá seu domínio - Dylan Thomas

No meu último post, com a ultima frase (A morte perdeu seu domínio) eu quis fazer uma alusão a um poema de Dylan Thomas, poema que eu vi pela primeira vez em um artigo noCarpe Diem [/blogqeeuindicomt e que eu simplesmente adorei...


 Descobri recentemente este grande poeta depois que assitir o interessante filme "Solaris".o poeta em questão é Dylan Marlais Thomas. Dylan Thomas nasceu em Swansea, no País de Gales, a 27 de outubro de 1914. Considerado um dos maiores poetas do século XX em língua inglesa, juntamente com W.Carlos Williams, Wallace Stevens, T.S. Eliot e W.B. Yeats. Dylan Thomas teve uma vida muito curta, devido a exagerada boemia que o levou ao fim de seus dias aos 39 anos, mas, ainda teve tempo de nos deixar um legado poético que o tornou um dos maiores influenciadores de toda uma geração de escritores."

Segue alguns dos seus poemas, começando pelo meu favorito ( E A MORTE PERDERÁ SEU DOMÍNIO):







"Não poderá nenhuma flor erguer a sua corola..."

E A MORTE PERDERÁ O SEU DOMÍNIO 
E a morte perderá o seu domínio.
Nús os homens mortos irão confundir-se
com o homem no vento e na lua do poente;
quando, descarnados e limpos, desaparecerem os ossos
hão-de nos seus braços e pés brilhar as estrelas.
Mesmo que se tornem loucos permanecerá o espírito lúcido;
mesmo que sejam submersos pelo mar, eles hão-de ressurgir;
mesmo que os amantes se percam, continuará o amor;
e a morte perderá o seu domínio.
 
E a morte perderá o seu domínio.
Aqueles que há muito repousam sobre as ondas do mar
não morrerão com a chegada do vento;
ainda que, na roda da tortura, comecem
os tendões a ceder, jamais se partirão;
entre as suas mãos será destruída a fé
e, como unicórnios, virá atravessá-los o sofrimento;
embora sejam divididos eles manterão a sua unidade;
e a morte perderá o seu domínio.
 
E a morte perderá o seu domínio.
Não hão-de gritar mais as gaivotas aos seus ouvidos
nem as vagas romper tumultuosamente nas praias;
onde se abriu uma flor não poderá nenhuma flor
erguer a sua corola em direcção à força das chuvas;
ainda que estejam mortas e loucas, hão-de descer
como pregos as suas cabeças pelas margaridas;
é no sol que irrompem até que o sol se extinga,
e a morte perderá o seu domínio.


( Tradução de Fernando Guimarães )
Eu só vou deixar aqui esse poema, mas se quiser ler os outros poemas, tá aqui.
Vou confessar que eu achei uma coisa bem... forte, mas achei o poema muito legal e eu acredito que um dia, por mais longe que esteja...
A morte perderá seu domínio.
Beijos,





AliineWanderley ;*



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