No meu último post ↓, com a ultima frase (A morte perdeu seu domínio) eu quis fazer uma alusão a um poema de Dylan Thomas, poema que eu vi pela primeira vez em um artigo noCarpe Diem [/blogqeeuindicomt e que eu simplesmente adorei...
Descobri recentemente este grande poeta depois que assitir o interessante filme "Solaris".o poeta em questão é Dylan Marlais Thomas. Dylan Thomas nasceu em Swansea, no País de Gales, a 27 de outubro de 1914. Considerado um dos maiores poetas do século XX em língua inglesa, juntamente com W.Carlos Williams, Wallace Stevens, T.S. Eliot e W.B. Yeats. Dylan Thomas teve uma vida muito curta, devido a exagerada boemia que o levou ao fim de seus dias aos 39 anos, mas, ainda teve tempo de nos deixar um legado poético que o tornou um dos maiores influenciadores de toda uma geração de escritores."
Segue alguns dos seus poemas, começando pelo meu favorito ( E A MORTE PERDERÁ SEU DOMÍNIO):
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| "Não poderá nenhuma flor erguer a sua corola..." |
E A MORTE PERDERÁ O SEU DOMÍNIO
E a morte perderá o seu domínio.
Nús os homens mortos irão confundir-se
com o homem no vento e na lua do poente;
quando, descarnados e limpos, desaparecerem os ossos
hão-de nos seus braços e pés brilhar as estrelas.
Mesmo que se tornem loucos permanecerá o espírito lúcido;
mesmo que sejam submersos pelo mar, eles hão-de ressurgir;
mesmo que os amantes se percam, continuará o amor;
e a morte perderá o seu domínio.
E a morte perderá o seu domínio.
Aqueles que há muito repousam sobre as ondas do mar
não morrerão com a chegada do vento;
ainda que, na roda da tortura, comecem
os tendões a ceder, jamais se partirão;
entre as suas mãos será destruída a fé
e, como unicórnios, virá atravessá-los o sofrimento;
embora sejam divididos eles manterão a sua unidade;
e a morte perderá o seu domínio.
E a morte perderá o seu domínio.
Não hão-de gritar mais as gaivotas aos seus ouvidos
nem as vagas romper tumultuosamente nas praias;
onde se abriu uma flor não poderá nenhuma flor
erguer a sua corola em direcção à força das chuvas;
ainda que estejam mortas e loucas, hão-de descer
como pregos as suas cabeças pelas margaridas;
é no sol que irrompem até que o sol se extinga,
e a morte perderá o seu domínio.
( Tradução de Fernando Guimarães )Eu só vou deixar aqui esse poema, mas se quiser ler os outros poemas, tá aqui.
Vou confessar que eu achei uma coisa bem... forte, mas achei o poema muito legal e eu acredito que um dia, por mais longe que esteja...



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